Há dias que chegam para tudo, até para escrever umas palavras sobre o filho mais novo.
É o sonho, a palavra que melhor o define.
A coragem que tem em sonhar, em pensar mais à frente, em definir com clareza o que quer ser, em não encontrar obstáculos para os seus sonhos. A sua confiança, o seu orgulho.
Ainda é uma criança.
E é como criança que eu o cuido e educo, que o incentivo e lhe indico caminhos neste tempo tão incerto, mas cheio de coisas boas pelas quais temos que nos esforçar, porque nada está garantido para sempre.
Já não é pequenino.
Nem sempre me dá a mão no caminho para a escola, mas nunca se esquece do beijinho e de me desejar um dia feliz na despedida.
Nem sempre ouve os meus conselhos.
Que nunca te falte nada.
Que nunca te falte amor, amigos, palavras e sonhos...
terça-feira, 26 de maio de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
Azul
No azul tudo é mais fácil...
" O meu olhar azul como o céu"
O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
( Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)
Alberto Caeiro, in Guardador de Poemas
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Palavras
Os dias lá fora estão bonitos, aos poucos o sol começa a aquecer o que nos rodeia.
Há flores a querer despertar do sono de Inverno, há borboletas no ar...
Palavras...
Não bastam as palavras para definir o que sentimos, é preciso olhar, é preciso cuidar, temos que entender sem julgar e aceitar.
Há flores a querer despertar do sono de Inverno, há borboletas no ar...
Palavras...
Não bastam as palavras para definir o que sentimos, é preciso olhar, é preciso cuidar, temos que entender sem julgar e aceitar.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
sábado, 24 de janeiro de 2015
Ouvir
Saborear as palavras, os sons, o rosto, o sorriso, o movimento de quem fala, o sorriso de quem partilha.
Com o tempo aprendi a ouvir mais, a falar menos.
Tenho pena das pessoas que não querem ouvir. De quem condena antes de ouvir, antes de ver, antes de perceber, de quem não espera, de quem não tem tempo.
Ouvir...
O vento, a chuva, os pássaros a voar, o riso das crianças, pequenas conversas, os sons da música, os passos de quem chega...
A música envolve-nos, deixa-nos sair das nossas pequenas caixas e dá-nos a liberdade de sonhar e desejar o fim das nossas limitações.
Um a um, conto os meus passos no caminho...
Com o tempo aprendi a ouvir mais, a falar menos.
Tenho pena das pessoas que não querem ouvir. De quem condena antes de ouvir, antes de ver, antes de perceber, de quem não espera, de quem não tem tempo.
Ouvir...
O vento, a chuva, os pássaros a voar, o riso das crianças, pequenas conversas, os sons da música, os passos de quem chega...
A música envolve-nos, deixa-nos sair das nossas pequenas caixas e dá-nos a liberdade de sonhar e desejar o fim das nossas limitações.
Um a um, conto os meus passos no caminho...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Olhar o ano novo
Estar onde quero e com quem quero, ter saúde, sonhar o necessário para manter a esperança e trabalhar sempre muito, é o que mais desejo para 2015, manter-me sempre ocupada, disposta a dar a mão, a olhar, a pensar, a cuidar...
As palavras serão mais medidas, os silêncios serão escutados.
Recomeçar mais um ano, mais quatro estações, mais um futuro com a presença do passado, com vestígios do caminho já percorrido e agradecer o tanto que tenho...
O que mais desejo é a verdade nas coisas, nas pessoas, cansei-me há muito da representação de um futuro perfeito, de memórias sem memórias.
Janeiro é o começo do ano, o mês a que queremos sempre voltar. Janeiro é um mês alegre, um mês que prometemos tudo refazer, que prometemos ser melhores.
As palavras e os silêncios são desejos que nascem dentro de nós, por vezes não os conseguimos conter... sejam felizes!
Bom ano para todos*****
As palavras serão mais medidas, os silêncios serão escutados.
Recomeçar mais um ano, mais quatro estações, mais um futuro com a presença do passado, com vestígios do caminho já percorrido e agradecer o tanto que tenho...
O que mais desejo é a verdade nas coisas, nas pessoas, cansei-me há muito da representação de um futuro perfeito, de memórias sem memórias.
Janeiro é o começo do ano, o mês a que queremos sempre voltar. Janeiro é um mês alegre, um mês que prometemos tudo refazer, que prometemos ser melhores.
As palavras e os silêncios são desejos que nascem dentro de nós, por vezes não os conseguimos conter... sejam felizes!
Bom ano para todos*****
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Recordar
Uma das coisas que me recordo da infância, eram os saquinhos de tecido, bordados pela minha mãe, para guardar o lanche, em especial um que tinha um cãozinho amarelo torrado.
Este natal fui surpreendida por ter uma série destes saquinhos nas encomendas.
É bom reconhecer que ainda existem pessoas que dão valor a este tipo de praticas, guardar o lanche feito pelos pais com carinho, saber que ao abrir o saco do lanche não estamos só a alimentar o corpo, mas também um coração que se enche de felicidade.
O prazer de dar, o prazer de receber... a satisfação de ser lembrado, de ser recordado, o que está cá dentro inspira-nos, e no caminho encontramos a verdade.
Este natal fui surpreendida por ter uma série destes saquinhos nas encomendas.
É bom reconhecer que ainda existem pessoas que dão valor a este tipo de praticas, guardar o lanche feito pelos pais com carinho, saber que ao abrir o saco do lanche não estamos só a alimentar o corpo, mas também um coração que se enche de felicidade.
O prazer de dar, o prazer de receber... a satisfação de ser lembrado, de ser recordado, o que está cá dentro inspira-nos, e no caminho encontramos a verdade.
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